quinta-feira, 28 de abril de 2011

A História Das Joias: De ourives a joalheiros

Durante a Idade Média, os ourives lidavam com as heranças da cultura bizantina, combinando formas intrincadas com arabescos em filigrana de ouro, diamantes, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras, turquesas e topázios. Em fins do século 14, o ourives cede lugar ao joalheiro, que introduziria novas modas, com desenhos elegantes e poéticos, flertando com temas da natureza para seus camafeus.
Na cultura renascentista, peças históricas foram desenhadas com esmaltes e pedras preciosas. As joias conquistam status de obras de arte, tanto que os mecenas passaram a contratar ourives para novas criações. Mas com a cultura barroca e principalmente o estilo rococó, o cenário muda. Perdendo sua expressão artística, as joias são incorporadas ao cotidiano das metrópoles, conquistando a luz do dia. Coroas majestosas? Sim, mas também tiaras, presilhas, colarzinhos, anéis delicados e pequenos detalhes passaram a atrair os olhares alheios. Depois, com o estilo neoclássico, a simplicidade volta à voga. Mais adiante, com os novos conhecimentos sobre as outras culturas presentes nos quatro quantos de um novo mundo, as joias do século 19 são esplendorosas, com a hipervalorização das pedras preciosas. Nesse momento, o design e a idealização artística são ofuscados pelo luxo.

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