segunda-feira, 25 de abril de 2011

A História Das Joias: Entre impérios

Com as conquistas do imperador Alexandre, o Grande, a cultura helenística passa a dominar o mundo antigo. “As principais inovações se desenvolveram em três áreas: motivos artísticos, formas na joalheria e sistemas na decoração”, diz Hugh Tait, autor do livro 7000 Years of Jewellery, do Museu Britânico. Assim vieram as inspirações para novas formas de colares e pendentes. Mas a principal contribuição técnica da época, que mudou a joalheria grega, foi o uso de cores, efeito obtido com a técnica inlay, que enfatizava o contraste entre as pedras e o vidro colorido.
JULIANA SAYURI
Cores: inlay de pedras e vidros coloridos.
Cores: inlay de pedras e vidros coloridos.
Depois viriam os visionários romanos, que dominaram territórios onde a cultura helenística predominava. A princípio, o ourives se inspirava em um estilo mais austero, com pérolas e esmeraldas. Tempos depois, eles se renderiam aos encantos da tradição helenística, incorporando os desenhos mais rebuscados e as gemas coloridas.
Nas Américas, os ornamentos metálicos não eram feitos só de ouro, prata, cobre e mesmo platina, mas de combinações entre eles. Isso porque a pureza de certos metais era permitida apenas para a alta cúpula da sociedade. Entre os incas, o colar dourado com o sol Indi era uma insígnia dos nobres. Entre os maias, porém, o ouro não era o metal mais valorizado, e sim a jade, pois na cosmologia asteca a pedra  simbolizava o céu.
No oeste da Europa, mais além de suas conquistas militares, o Império Bizantino se destacava com suas joias. Depois da época iconoclasta (de 730 a 787 e 813 a 834), que proibia o culto às imagens, os bizantinos inventaram o ouro fundido com o vidro esmaltado, uma técnica que logo se tornou sua especialidade. Atravessando as fronteiras do império, a joalheria bizantina conquistou vastos territórios com seus adereços de ouro e seus ícones com o cloisonné enamel.
JULIANA SAYURI
Borboletas e flores: inspiração da natureza para as joias, exposição do British Museum, em Londres.
Borboletas e flores: inspiração da natureza para as joias, exposição do British Museum, em Londres.
JULIANA SAYURI
Cruzes e flechas de cupido com strass: exposição do British Museum, em Londres.
Cruzes e flechas de cupido com strass: exposição do British Museum, em Londres

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