domingo, 24 de abril de 2011

A História Das Joias: Se reluz, é ouro

A arte da joalheria no Egito deu um salto considerável durante o Império Médio (2040 a 1730 a.C.) e no Império Novo (1567 a 1085 a.C.). O ponto alto? Ouro. No entanto, a prata era a preferida, pois ainda era mais rara e, por isso, mais valiosa. Entre as pedras, cornelian, ametista, lápis lazuli, feldspato, jásper e turquesa eram as favoritas.
Na produção, delicados pingentes de flor de lótus e amuletos militares feitos com a casca de ostras, com nomes da realeza gravados. Os egípcios eram fascinados pelo brilho e pelo poder simbólico do ouro. Basta lembrar as peças incríveis das rainhas e dos faraós ao longo das dinastias para se ter uma ideia do luxo da joalheria egípcia nesses tempos.
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Pulseiras e braceletes com inspiração egípcia.
Pulseiras e braceletes com inspiração egípcia.
JULIANA SAYURI
Ouro: diversas peças deslumbrantes da antiguidade, expostas no British Museum, em Londres.
Ouro: diversas peças deslumbrantes da antiguidade, expostas no British Museum, em Londres.
Enquanto isso, o Oriente Médio perdeu o esplendor dos tempos de Ur. O ouro se tornou uma fonte cada vez mais escassa, devendo ser lapidado com habilidade para produzir o maior efeito decorativo com a menor quantidade de pepitas.
Daí vieram as delicadas técnicas em filigrana. Com o comércio entre a Turquia, a Mesopotâmia e o Egito, os artesãos passaram a conhecer técnicas e estéticas novas. Ao mesmo tempo, o norte dos Alpes via se consolidar uma sociedade esplendorosa e, sim, vaidosa, que também investia nas joias para mostrar status.
Entre 1400 e 600 a.C. se deu o ápice das rudimentares técnicas de fundição dos metais, principalmente na Europa e na Ásia. Torções para fazer braceletes, lapidações para incrustar riscas e linhas e fusões em alta temperatura para esculpir gravuras fazem parte dessa fase.
Entre 1000 e 700 a.C., mais um salto na história: o desenvolvimento dos pins de bronze em Luristan, nas montanhas do sudoeste do Irã. A partir daí foram criadas outras peças, como gargantilhas, broches e brincos, em harmonia com os ideais de beleza da época.
JULIANA SAYURI
Bracelete e brincos de ouro em estilo etrusco, expostos no British Museum, em Londres.
Bracelete e brincos de ouro em estilo etrusco, expostos no British Museum, em Londres.
No leste do Mediterrâneo, os colonizadores fenícios usavam a estética das artes, presente na Espanha, na Tunísia e na Síria, para desenvolver joias. As peças fenícias eram extremamente trabalhadas, com efeitos suntuosos em colares de vidro colorido, com forte inspiração egípcia. Enquanto isso, os gregos mesclavam a delicadeza de seu estilo com motivos orientais, modelando rostos, flores e símbolos animais para compor placas de ouro, prata e marfim. Os etruscos, por sua vez, se destacaram com sofisticadas técnicas de filigrana e granulação. Enquanto os persas, faziam serpentes e dragões esculpidos em braceletes de ouro.

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