sexta-feira, 8 de abril de 2011

Obsession de CK é para se destacar em meio a mutidão.


 Obsession foi a obsessão dos anos 80, todos que já passaram dos 30 ja devem ter sentido, usado, amado ou odiado o premiado perfume de Calvin Klein. Um perfume com personalidade, original totalmente diferente das águas de chuchu' lançadas posteriormente pela CK. Aliás, Obsession nem parece da marca, poderia muito bem ter sido lançada por YSL, Givenchy, Dior...

Aqui não tem meio termo, Obsession é uma grande viagem ao mundo das especiarias, das madeiras exoticas, já abre mostrando a que veio com as notas mais fracas de bergamota, lavanda e limão sendo engolidas pelas notas de canela, de resina e vários tipos de madeiras dando uma sensação que estamos numa loja de especiarias indianas ou algo semelhante. 

Apartir dai o perfume vai ficando levemente doce atalcado pelas notas baunilha, ambar eo almiscar. Se não curte perfumes atalcados essa não é sua praia. Eu geralmente não curto, mas Obsession não fica com aquele cheiro delicado, feminino de talco de bebê e sim aveludado, másculo e quente.
Quente, palavra certa para defini-lo. Nem precisa lembrar que no calor ele desanda por completo. Para sentir todas as suas camadas, nuances deve ser usado no inverno ou em temperaturas bem amenas.

Com seu estilo formal, maduro pode e ainda deve fazer bastante sucesso para quem usá-lo, pois trata-se de uma fragrância ( infelizmente) esquecida e mal usada, entretanto, é preciso considerá-lo como um perfume único. Quem usa Obsession com certeza receberá muitos elogios, pois, no marasmo das fragrâncias comerciais e moderninhas de hoje nada como sair da rotina e se destacar do meio da multidão.

Ficha técnica

Obsession for Men - Calvin Klein
Perfumista :Bob Slattery
Data criaçao : 1986
Notas Predominantes : Mandarim, Lavanda, bergamota, canela, almiscar
madeiras exoticas
Familia olfativa : Amadeirado Oriental
Uso: Noite, temperatura amena
Estilo : Social, formal
Fixação: excelente
Rastro : acima da média, excelente
Frasco : segue o conceito dos anos 80: o conteúdo é melhor do a embalagem

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